Dolandmay - Walter Silva, nascido no dia 07 de março de 1973. Na cidade de Presidente Prudente-SP. Hoje, resido na cidade de Itu, neste mesmo estado.
No que escrevo não uso técnicas literárias, pois nem sei como funcionam estas regras.

Comecei a escrever Poemas por impulso próprio, ainda garoto e divulgá-los por incentivo de uma Amiga. Tento demonstrar em meus textos a “Vida e o Amor”, a vida que eu amo! O Amor que eu sinto!
Poeta? Não sei! Fingidor? Talvez! “Se alguém um dia conseguir me explicar e, eu conseguir entender o que é ser Poeta ou fingidor, talvez eu possa me definir”.

Amigo? Sim! De todos! Que me cercam... “Eu apenas amo quem não me ama e por quem me ama, morro de Amor”! É assim que hoje me defino, uma alma que Ama! Não guardo mágoas em meu peito, não julgo, não odeio! Para mim, ninguém nesta vida é mais do que ninguém. Somos todos iguais no que temos, Amor!

Não ama quem não quer amar! Sofre quem quer! Deus me colocou no mundo para ser feliz! Basta-me buscar! “O segredo da felicidade está em nós mesmo, no nosso traçar, e na nossa conquista”!

Não sou um sábio, sou apenas um homem modesto! Um dia eu escrevi: Prosperidade. Sim! Nesta Vida! Tão longe quero chegar! Não importa o que venham a me dizer... Não importa! O que eu venha a encontrar, eu sei o que este mundo tem pra oferecer!

Inconstância, Sim! Posso até esperar... Nostalgia! Talvez, depende como vou viver, as aflições oferecidas, que podem falar, pela alma carregada de um apreciável ser! Felicidade! Apenas em mim carrego o segredo, vivendo, buscando, sem ter nenhum medo, do que possa a vir me dar alguma aflição!

Tão longe, sim! Vou buscar a prosperidade do corpo e da mente, é impossível a maldade, quando se tem no peito um Divino coração!” (Hoje estas escritas se encontram transformadas em Soneto)

Assim sou: Poeta - Dolandmay. Que Deus os Abençoe!

Além-mundo

Quem um dia conseguir
Traduzir o que escrevo
Na dor dos meus silêncios
Entrará, será que devo?

Minha vida, uma angústia
Procurando por paixão...
Entre as nuvens negras
Tento achar um coração!

Tu que me lês agora,
Tente entender o que digo.
Não entre, pode ser tarde,
Se prender pode comigo...

Aqui tem vários monstros
Que choram angustiados,
Só a mim que obedecem
Pois meus, são teus fados...

Vivem em mim, suas almas
De breus vivem seus dias,
Mas tanto de amor falam
Que me aliviam as agonias...

Ofereço-te o outro lado
Mas, espere! Não entre agora
Deixa-me voltar à vida...
Já que aqui tudo devora!

Entre os meus afetos vivos,
Tu que me vês aqui voltar
Entre agora sem perigo
Que voltei... pra te encontrar!

(Poeta Dolandmay)



Alma do meu viver

Vida do meu sentido pleno
Alma santa do meu querer
Rogais em mim o teu viver
Sem elusivo no coração!

Em fogo ardente te condeno
Minha alma da face pura
Se tristes trevas por candura,
Se cairdes lagrimas de paixão!

De rochas duras por passar
Vaguei por ti neste caminho,
Mas vivo triste e sozinho...
Nas idolatrias do teu amor!

No além da vida a vaguear,
No clarão triste deste dia
Deixaste-me em agonia...
A rogar a Deus o esplendor!

Vida do meu sentido pleno
Alegria terce-me no peito
Prega-me o amor-perfeito
Na cruz santa dos teus dias!

Faz-me beber do teu veneno,
Do sangue raro de candua
Que alegreis a noite e perpetua
Entre tu e mim as alegrias!

(Poeta Dolandmay)



No além de mim

Dou-te a concessão
A entrar nos meus sentidos,
A vincular o destino
Que te prendes à minha razão.

Deixo-te entrar nos meus dias
E nas minhas noites de solidão,
A tentar descobrir
As fúnebres e tensas cobiças
Que me altera o existir.

Libero-te a revelar a idolatria
Que me abrasa a alma,
Que se estende no louco sentir
Do meu imenso coração.

E quando estiveres no alívio
Da minha voz embriagada,
Cubra-me com o manto branco
Do querer que te dominas,
Que ambiciona e te envolves
Sob a minha louca paixão!

(Poeta Dolandmay)



Silêncio

Torna-se mudo o meu coração,
E neste momento de pesar,
A minh’alma vagueia ao ocaso
Em que o meu corpo perece
No álveo rígido que me assenta.

Sinto que o tempo me falta,
Que se isola sobre mim,
Que o medo me domina
E a noite cega-me os sentidos.

Meus olhos não mais veem
A manhã clara dos dias,
Isolando-me na profundeza vã
Dos meus mitos, da causa finita
E das idolatrias que me renovam.

Que me pudera nos meus altos,
Na minha adoração e no poder
Que me tens no mundo, a vida,
No grito do meu amor, renovação.

(Poeta Dolandmay)



Entre a vida e eu

Vai, minha vida...
Seja bandida, faz-me você.
Vai minha vida...
Seja perdida, faz-me crescer.

Quero ir ao além do infinito,
Quero soltar todo o meu grito
A não deixar te perder...

Vou voando pro espaço,
Quero esquecer todos os traços
Deste amor que não valeu.

Deixo em ti os meus cansaços,
Agora a correr atrás dos passos
Que existem entre você e eu.

Vai, minha vida...
Seja bandida, faz-me você.
Vai minha vida...
Seja perdida, faz-me crescer.

(Poeta Dolandmay)



Coração bendito

Tenho em mim um coração
Que a vida devora
Oras um ser nostálgico, outras amor
Que vive alegria, que vive dor
Nas entranhas da vida
Nas rosas, nos cantos, vãos!

Tenho a canção, rara vida...
Aos céus a erguer saudosas mãos.
Vai, vida, espero-te aqui a rogar
Sozinho, nas sombras do sol...
A mim queima, as noites todas
Em mim só existe, por te amar!

Canto, revivo, serenata chora...
Minha voz, estranha em ti,
Porta da alma num além, outrora
Passagem às trevas também —
Elemento que vive e canta
Melhores dias do corpo, e vive!

Estranho ser de ilusão, bendito
Ramados traços de afeto aflito
Tu és de mim o amor que tive!

(Poeta Dolandmay)



Apenas

Eu só queria viver... Viver uma vida,
Sem que o mundo pudesse ritmar
Os meus passos...

Eu só queria compor...
Compor uma canção,
Sem que tivesse que limitar
Os versos que faço...

Eu só queria ser... Ser chama erguida,
Sem que os decisivos pudessem criticar
As dores dos meus fracassos...

Eu só queria amar... Amar por paixão,
Sem que este amor pudesse escapar
Das amarras do meu laço...

(Poeta Dolandmay)



Submisso

Tudo eu vi, no mundo que andei...
Vi desamor, vingança e emboscada.

Tudo, mais tudo, que encontrei,
só me pedia amor, mais nada.

Como pode um Poeta ser a porta,
ser a esperança, e ser o sonho...

Da noite vazia, da noite morta,
das trevas que reinam sem tamanho?

O Poeta é inquieto, na busca do amor!
Sendo assim, será por isso?

Mas será que não veem que sente dor,
que também chora e é submisso?

É dependente do amor, que vos reclama,
do Rei da luz, do Rei da chama,
do anjo, e do espírito de Deus!

O Poeta, quando escreve, vai ao além!
Vagueia pelo mundo sem ninguém...
O Poeta também vive... Nos breus!

(Poeta Dolandmay)



Conceito

Se nada da vida lhe atinges
Sobre migalhas tu tens direito...
Se quiseres orgulho, tu finges
Toda a dor que sentes no peito!

Vejo em teus olhos infantis
Uma onda forte que balança...
Parece-me dizer o que não diz,
Que tentas buscar esperança!

Neste mundo que nada sentes
Não aguentas mau conceito...
Só pelos olhos que tu mentes,
Pelo coração, não tem jeito!

Que a paixão te pegue no colo
Como se pega uma meretriz...
Que te beijes e te tires do solo,
Só com amor tu serás feliz!

(Poeta Dolandmay)



O Alvo

Estranho ser, que ignora e vive,
Nada tem de alma, nem coração.
Quem é que te deste o tudo que tive?
Os céus! Tudo a fronte de mim,
A vida, tudo a intento de mim...

Lua clara, d’uma outrora existência,
Sol que queima sem sofrer,
Mar imenso, o espelho, a aparência.
Vai zeloso, vai viver...

Quando tu vês o infinito azul sem fim,
As flores brancas d’um jardim,
Ou talvez o sangue da esperança nua,
Vai, quem sabe encontrarás a tua...

Tão nua, a rogar, por contentamento
Aos olhos de quem te tens perfeito,
E dizer sob as cálidas fendas das mãos
Que adventício tu és de esquecimento.

(Poeta Dolandmay)



Imortal

Entregaste-a como pensastes;
A alma, silenciosa no tempo,
Vagueando por um além breve
Das palavras curtas, no momento
Em que a te ensinastes os céus
A eternidade que a te escreves
Os dias que passastes ao vento
Do oeste, quando subitamente
Não iluminastes a alvorada oira
Do mar negro, gelado e morto,
E que sombrio fosses descontente
Nas entranhas das noites frias.
Revelaste-a, o eterno conforto,
O anjo, no extenso dos teus dias!

(Poeta Dolandmay)



Nos mistérios

Eu vi o Senhor, a minha luz,
Nas entranhas da noite...
Eu vi na escuridão plena
Os dias que me vestem...
Eram puros e definidos,
E em cada um eu vi o amor
Que me foge à boca santa.

Eram os dias de trás de mim
Que o espelho da vida
Refletiu sobre os meus olhos
Que não mais enxergavam
A minha alma sob o meu corpo.

Eu vi que todos os meus dias,
De trás de mim, eram castos,
Mas se fecharam, se perderam,
Se odiaram e se desfizeram
Por razões incrédulas, perdidas.

Como poderá os Santos dizer
O que as tempestades escuras
Não me disseram, oh, Rei?
Como fazer que o passado
Não me aflija no resto tempo
Que me falta a tua glória?

“Fizestes chuvas a mim tanto,
Que tudo o que me destes
Se aprofundou nas águas frias
Que caíram dos teus céus...”

Assim eu vi as respostas Dele
Sobre a minha fronte amarga,
Agnóstica, vil e impetuosa...
E eu vi os dias dos dias todos!

(Poeta Dolandmay)



Regresso – Em memória

O que disse aquele Poeta cabouco
Não passa de uma lúcida verdade.
Todo o sentimento aqui tão pouco
Mente ao coração a tua lealdade!...

Não sabes, Poeta, agora tampouco
Que a mente se perde sem vontade
Achando agora que sou um louco
Ao voltar do além para a realidade...

Será que fui? Escrevendo minto!
Talvez se narrasse o que sinto...
Entenderia o que a minha alma tem.

Agora, Mestre, sinto-me tão oco...
Tentando sair assim deste sufoco
Não sei fingir, Poeta, pra ninguém!

(Poeta - Dolandmay)



Um caminho pra viver

Quem sabe um dia nesta estrada
Onde o caminho me põe tão triste...
Eu possa deparar o que me agrada,
E deixar para trás o que não existe.

Quem sabe eu volte a dar risada...
Nesta minha face onde me resiste,
A voltar ser alguém, e talvez nada
Dum caminho que a mim persiste.

Vida louca... oh tão louca vida...
Onde há entrada, mas não há saída,
Só quero de ti um fim pra morrer!

Alegria volta, assim, alegre volta...
E da minha alma os males me solta,
Para que um dia eu possa viver!...

(Poeta - Dolandmay)



Magia de viver.

Viva a Vida com alegria...
Cultives a Amizade,
Não plante a maldade.

Faça de teu viver uma magia...
Ofereça sempre uma flor,
Não guarde no coração rancor.

Viva a vida com fantasia...
Nos prazeres da verdade,
Não esqueças a lealdade.

Faça de tua Alma vazia
Um ser de grande esplendor...
Em teu coração, cultives o Amor!

(Poeta - Dolandmay)



Noite Morta!

Nesta noite angustiante que aqui estou
Lembro-me todas as coisas ditas por ela
Naquela voz fina, naquela voz bela...
Todos aqueles instantes em mim ficou.

Amo-te tanto porque tanto me amou!...
Naquela noite fria de uma luz tão singela,
Que era o clarão da lua ao entrar a janela
Iluminando aquele instante, que parou...

Ao tempo, minha bela, de voz alta...
Todos aqueles momentos, que me falta
Quero gritar ao mundo o que era meu!

Mas como estrangular contentamento...
Se não tenho o seu amor, neste momento
O sonho daquela noite em mim morreu!

(Poeta - Dolandmay)



Entendimento

Não tente entender o que um Poeta escreve,
As tuas escritas não se definem, se traduz!
O Poeta, Poeta! Viaja ao além tão breve...
Que até as trevas chegam a pensar que é luz!

(Poeta - Dolandmay)




-A Beira Mar-
(Canção do dia)

Ó bela sereia
Que canta nos mares
Enfeitiça-me agora
Com a tua canção,
Faça-me louco
Louco de amor!

E deste peito quente
De sangue fervente
Tira todo o sufoco
E toda a dor...

Pois o coração
Deste Poeta amado
Com tanto pecado...
Tanto músculo
E tanto sangue tem!

Ó bela sereia
Não me demora
Com o teu cantares,
Pois ao crepúsculo
Não sou ninguém!

(Poeta - Dolandmay)



Canção do livre Amor

Vai... cantas, ó querida, a tua canção.
Com tanta alegria, cantas o teu amor!...
Mas não esqueças que tem um coração
Que a ti não sabes disfarçar a sua dor...

Cantas, ó amada, cantas a tua paixão...
Que ao peito explode, o teu esplendor!
Afasta-te de ti qualquer sinal da solidão,
E da noite, que sinta a lua, o teu frescor.

Eu sei, ó querida, que há um passado...
Tanto sofri ao mundo, por ter te amado,
Sem saber das loucuras que você tem!

Mesmo agora sem deixar de te querer,
Liberto-te a vida pra viver, só por viver...
Porque sei que não sofres por ninguém!

(Poeta - Dolandmay)



Entre Almas

Por tudo o que agora sou...
Nesta minha vida, que eu amo,
Neste sentimento tão soberano
Dou-te o amor, que te sonhou...

Por tudo o que agora sou...
Nesta minha alegria, eu clamo
Que não se vá de mim tão ufano
Este afeto, que me encontrou...

Por quanto tempo lhe procurei
Ó calma das noites mortas,
Por quantos becos eu vaguei...

Ó bela alma que por mim rezou
Agora que tu me confortas,
Jazer à noite, que aqui passou.

(Poeta - Dolandmay)



Soneto do único Amor

Entrego-te a minha alma, amor!
Como prova da minha paixão...
No denso desejo que vence a dor,
Dou-te também o meu coração...

Para que se aposse de todo vigor,
Tendo-o inteiro! É feito vulcão!...
Nada pode apagar o teu esplendor;
É lava ardente em meio ao tufão!

Há muitos amores me entreguei...
Mas nenhum igual ao teu eu amei,
Num frenesi único e verdadeiro!...

Não há no meu caminho tormento
Que não seja de amor, ar e vento...
Dou-te a minha vida, por inteiro!

(Poeta - Dolandmay)



Versos de Amor

Escrevo-te agora estes versos de amor
Que eu jamais pensei em escrever!...
São versos de sinceridade e esplendor
Descritos por minha alma pra te dizer.

Neles contêm a ternura e todo o furor
Que sente o meu coração por teu viver...
Tu és a mais bela, formosa e rara flor
Que todo homem desejaria em ter!...

A tua alma preciosa tem o dom de amar!...
E o teu coração, um dom que jamais vi
Tão puro e sincero que não dá pra falar...

Por isso escrevo-te o que jamais possuí
O dom de dizer, não vendo à hora de narrar
Estes lindos versos que agora te escrevi!...

(Poeta - Dolandmay)



Nostalgia

Eu só queria, em mim, entender
Porque pagãos me perseguem...
Atiram-me fogo, chamas erguem,
Quando me vêem em algo vencer!

Será que ainda vou compreender
Como tudo invejar conseguem,
Até o motivo porque me seguem
Numa empáfia sem nada dizer?!...

Talvez sim, quem sabe no infinito...
Eu ouça, nostálgico, algum grito
Dizendo que querem amar alguém!

Ou talvez, quem sabe, já amam...
Uma vez que não se enganam
O tanto que eu vos amo também!...

(Poeta - Dolandmay)



Era Imaginária

Neste mundo nostálgico de fantasias,
Nesta era vibrante de ansiedade,
Fiz-me vil, despi flores, despi alegrias...
Foram os meus desejos sem maldade!

Ó esfera gigante de abobadas magias,
Tu que enfeitas a vida de vontade,
Tu és o vivente irreal das meras orgias,
Não sei, se tu és mentira ou é verdade!

Tantos idolatrados seres, a te oferecer
Vida, sangue e alma só pra te conter,
Não pensa nas maldades que há-de vir...

Nesta imaginária estrela faz-se amar
A fábula das verdades pairando no ar...
Porque tu és a chama de todo o existir!

(Poeta - Dolandmay)






Cativa

Talvez um dia, numa manhã tão doce
Olhando em teus olhos lembrando a noite
Eu possa entender o que há em mim!...

Talvez, amor, quem sabe no correr do dia...
Alegre por ter a noite na tua companhia
Eu possa entender esta paixão sem fim...

Talvez quando eu te vires na noite viva
Tão bela, tão quente, por meu amor cativa
Eu posso entender porque te amo assim!...

Talvez, amor, quem sabe nesta nossa orgia
Nascendo diante de ti as rosas da alegria
Eu possa entender, talvez, o teu amor enfim!

(Poeta - Dolandmay)



Amor Intenso

Sei lá, amor, sei lá o que pode acontecer!
Quero-te assim, bela, quente, e sem dor...
Quero-te sobre as chamas do teu esplendor
Tão viva, intensa, inebriando o meu ser!...

Não sei amor! E nem quero entender!...
Dos prantos o luar, que brilhe o nosso amor!
Que vivemos tão quentes, que core a flor...
Que penetre em mim o teu bem querer!

Quero a tua paixão! Viva! Completamente...
Se vivermos da vontade, fazemos de contente,
Dos males as pragas que se põem a falar!...

Quero de a tua alma, ver em mim lealdade
Que falem que seja d’uma grande amizade...
Mas que viva entre a gente o que está a Amar!

(Poeta - Dolandmay)



Tortura fria

Vivo assim, um tanto, desesperado.
Busco a sombra do sol na noite fria...
Por queimar-me a pele a luz do dia
Onde me pus o coração, desprezado!

Vivo assim, sob o mantéu enfeitado.
A devorar a minha vultosa nostalgia!...
Vê-me a lua: sou a estrela fugidia
Que o deste o clarão tetro sufocado!

Sim, eu sou o Poeta que te enfeitas,
Que não quer no mundo a tua dor.
Sou quem tu vês, no leito que deitas!

Sim, que seja em mim o teu langor...
Por devorar-te a noite que rejeitas,
Por queimar-me a pele, o teu amor!

(Poeta - Dolandmay)



Translúcido

"...Sim, neste mundo transparente, às vezes
Vivemos a vista de ninguém, outras vezes,
Como árvores esquecidas, mas sempre há
Uma esperança de que alguém nos veja!..."

(Poeta - Dolandmay)



Tentação!

Até quando aguentarei os normais?...
Até quando meu coração tem piedade?
Anjo ditador, cuidado com a realidade;
O meu louco coração já sofre demais!

Faça-me defesa das tentações irreais!...
Não me deixa que as dores da saudade,
Nem até me deixa que a minha lealdade
Possa se estressar por um pouco mais!

Tu que sempre, Anjo, me dá a mão!...
Peço-te por uma vez mais de coração,
Não te revogue a força entre a gente!

Mas, não te deixa de verdade em falar!
Nem jamais me deixa a lua se abrandar...
E da real tentação, faça-me contente!

(Poeta - Dolandmay)



Veracidade

"... Às vezes, deixamos de ser feliz!...
Não porque não queremos, mas porque
Não sabemos lidar com a realidade!"

(Poeta - Dolandmay)



Alma Gêmea

Quando um dia o meu amor encontrar o teu
Neste infinito mar de sentimentos, querida
Sim, que entre nós é fogo, é chama erguida
Tão quente, será a paixão no teu peito ateu!...

E neste dia que o amor teu encontrar o meu
Em nós cumprirá os desejos que têm vida!...
Que não é delírio ou fantasia incandescida,
Mas o vultoso amor que no peito Deus nos deu!

Há em cada ser uma paixão por se encontrar!
Uma luz na alvorada, uma melodia pra cantar...
Uma canção singela que no coração todos têm!

E quando neste dia eu te descobrir do nada...
Em mim, encontrarás a chama da tua alvorada
Que lhe promete, na noite, te amar também!

(Poeta - Dolandmay)



Desejos em agonia

Eu queria ser a brisa no teu esplendor
Galgar pelo tempo, ao vento imenso!
Eu queria ser alma em tudo que penso...
A aura do teu sentido e o teu frescor!

Eu queria ser o gosto do teu beijo denso
O mel que escorres da tua boca, em flor!
Ser as lágrimas do teu pranto sem dor
Que beija a tua face, sob o desejo tenso!

Eu te desejo sobre o langor dos sentidos
Por tempos curtos passados e perdidos,
Num dia de noite, sobre trevas sem fim...

Minha alma vagueia ao tempo em agonia
Por deixar-te passar ao vento aquele dia
Em que o ar teu perfume errou em mim!

(Poeta - Dolandmay)



Canção de um Anjo

Eu sou o teu anjo
Que neste mundo
Está a vagar...
Trago no peito o amor,
Trago pra você o amor!
Foi pra amar que vim,
Foi pra você que vim!
Você tem meu calor,
Você tem meu furor!
E jamais neste mundo
Vou deixar de te amar!
Nem vou deixar de cantar
Esta linda canção
Que eu trago a você!
Mesmo quando estiver
Aqui do meu lado,
Deste outro lado...
É para sempre com você
Que eu irei viver!...

(Poeta - Dolandmay)



Catequização!

" O Poeta se define em seus textos!...
O que sentes quando escreves, é o que és! "

(Poeta - Dolandmay)



Olhar Ateu!

Tão lindos eram aqueles olhos, meu Deus!
Eram estrelas cintilando luzes de pecado...
Tão trêmulos ficavam ao mirar os meus...
Que desviavam, do meu olhar aparelhado.

Tão linda era aquela face de olhares ateus!
Tinha a fronte desenhada, e lábio acetinado;
Tinha à boca o mel, na voz não tinha adeus...
Era canção viva, pura, de som edenizado!...

O corpo era escultura de curvas desenhadas...
Os seios eram montes, das pombas embaladas.
Um anjo, uma donzela, a vagar a luz do dia!

Que eu a venha mirar nos olhos novamente...
Se for pra me perder, far-me-ei de contente...
Já que amá-la, meu Deus! é a minha fantasia!

(Poeta - Dolandmay)



Exaltação

Numa manhã fria da graça humana
Sofre o Poeta na alma o teu esplendor.
É pranto, são lágrimas, é ser que ama
Por lembrar no peito do teu amor!...

Uma paixão por nada não se engana,
É desejo, é sangue, na noite é dor!...
O Poeta vagando.... É ser que inflama!
O Poeta tem trevas, e também furor!...

Por todo o dia à luz vaga buscando...
Em si, a forma mortal que está amando
Como um louco busca o que não tem!

Na terra Deus fechou em ti a porta...
Ama o Poeta, mas ama na noite morta!
Já que no dia é sofrer, por ninguém!...

(Poeta - Dolandmay)



As Palavras

Palavras, são apenas palavras
Se, não soubermos dentro delas
Dizer o que queremos dizer!...

(Talvez entendesse, ao ler!...)

Minha alma, hoje, está tão triste!
Não consigo por nada pensar...
Findou-se em um sentimento
Que eu não soube expressar!

Estou por este vão momento...
Arrependido! Tinha tantas formas
De poder nas escritas te falar...
Mas, em mim, o amor persiste!

Como eu amo você! Entendeu?
Não era pra entender! Arrependeu?
Sim! Por um instante escrever...
(Como eu te gosto tanto!)

Se talvez eu tivesse lhe dito:
(Beijos na tua alma linda!)
Você não teria me pedido que
Ao te escrever, tirasse o (amo você!)

Mas, quem sabe quando eu me for
Desta vida para outra, sem a dor
Eu possa, como agora, não sentir
O que no meu peito me faz resistir
Escrever, (apenas o que é pra ler...)

Que te perdure o Amor!...

(Poeta - Dolandmay)



O primeiro Vôo!

Amanhece, em um dia de fim de semana.
Meu coração palpitante estremece...
É chegada a hora de me provar ao mundo.
Indagados seres me esperam, ovacionados,
Por suas grandes obras, nostálgicas, em alegrias.
Apresento-me! Pois não? Narra-me seu nome...
Comprimentos... Mãos encolhidas, sujas!
Mãos limpas estendem-se, sem orgulho!
Rostos nojentos tiram-me com os olhos de ateus.
Faces perfeitas sorriam com a beleza dos anjos!
Uma Cor! Um Espinho! Um desespero! Uma Flor!
Acalma-se, Oh, alma dentro de mim... Um Anjo!
Um olhar surgiu-me na rua, tímido, recolhido.
Outros tão abertos, grandes, temidos...
Um anjo desce-me do céu, salvação dum Poeta!
Olha-me nos olhos, me acalma, me segue...
O desespero acaba por uns momentos, sobre a cor!
Já da flor, sinto o aroma mais perfeito, já visto!
O espinho perfura-me o cerne, este o mais temido!
Críticos, hipócritas, devoradores de sonhos...
Velhos nostálgicos! Donos do mundo!
Carlos, Vinicius, Quintana, Não! Velhos idolatrados,
Por seu próprio ser!... (Comedores de Almas!)
Cala-se o Poeta, tímido, sem som na fala...
Ao seu canto recolhe-se sobre a proteção do Anjo!
Por um instante envolve-me sob o seu mantéu...
É a primeira vez do pássaro fora do ninho.
Marca-se a experiência, agora sim, segura!
Completa suas asas, por voar ao mundo, em ferozes traças!
Da cor: Um agradecimento, um Beijo!
Do espinho: Uma cicatriz Eterna!
Do desespero: Um sofrimento Necessário!
Da flor: (...) Um coração Marcado!
Do Anjo: Faço completo silêncio... Obrigado!

(Poeta - Dolandmay)



Por uma razão de Amor!

Como eu posso ser assim...
Por que, (Amor), insiste em mim
Com tanta fúria me debulhando?

Como posso viver de ilusões...
Por impossíveis corações,
Quando aos olhos vejo chorando?...

Como eu quis te enganar, (Amor!)
Por tantos momentos tirar a dor
Mas, sem mim, não quer viver...

Como eu quis vaguear na solidão...
E, por um momento no coração
Deixar por um instante de sofrer!

Como? Se os teus fados são meus!
Se não tem fim por ser de Deus
Todos os afetos que a mim resiste!...

Como? Se este anjo do meu lado
Por todo tempo é consolado
Para me resistir, assim, tão triste!

Como melancólico sou por dentro
Por fora, eu sou o alento...
Dos corações que não amam!

Como p'ra morrer tem que amar!
Para sempre, (Amor), quero ficar...
Nos teus afetos, que me enganam!

(Poeta - Dolandmay)



A Primeira Voz

Por toda a noite a voz se estendeu...
Gritos desesperados, alma dormente
Dum poeta infectado, perdidamente
Sussurrando nas trevas, se prendeu!

E, num gemido profundo enfureceu
A dor dos hipócritas, e tanta gente,
Com o cerne em fogo, dormente...
Aos olhos dos idolatrados se rendeu!

E quanto mais escura a noite torna...
Mais as lágrimas dos olhos, morna
Escorres as faces tímidas recolhidas!

Depois de tanto nas trevas se acalma,
Enche de orgulho o Poeta na alma
Ao ver aos prantos as vozes perdidas!

(Poeta - Dolandmay)



Num dia de Primavera!

O dia estava claro como um cristal...
Os pássaros voavam cantando o Amor...
As flores alastravam o mais puro perfume...
O sol não tinha calor, alimentava a pele...
Os românticos namoravam nos parques...
As águas corriam em sua brancura nos rios...
O mar azul espumava em suas ondas...
A noite era casta sobre a luz da lua...
As estrelas brilhavam em seus esplendores...
As madrugadas eram de afetos sensuais...
As comunicações declamavam poesias...
Os leitores alimentavam as suas almas...
(O Poeta no seu Alento dormia!)

(Poeta - Dolandmay)



O olhar de um Anjo

Onde estão aqueles olhos teus
Que miraram os olhos meus
Num dia que cantou o amor
Na mais suprema força divina?!

Eram os sois que a tarde destina,
Duas bolas de fogo em furor...
Já na noite era a lua em clamor...
Sob a luz dos olhos de Deus!

Eram olhares de afetos tão puros
Que eu jamais vi em outro ser...
Pareciam dois frutos maduros
Que aos céus me levavam querer...

Onde estão aqueles olhos teus
Que um dia me disseram adeus
No olhar mais puro dos amores...
O mais sumo, da terra e do mar?!

Eram castos sobre a luz dum luar,
O calor dum jardim em flores
Onde águas desciam sem dores
Ao tirar-me do frio e dos breus!

Eram deles os meus pensamentos
Que um dia eu os pudesse ter...
Docas mansas dos meus alentos
Por nunca mais irei os esquecer!

(Poeta - Dolandmay)



Princípio

...É Neste mundo
Que a gente ama,
Onde tudo se faz
E tudo se engana.
Lutamos pra vida
Por sermos capaz
De vencer no amor.
Tudo o que sonha
Faz-nos doer....
Graça cumprida
Tem aroma de flor.
Por mais estranha
Quando se finda
Faz-nos contente
Pra não se perder.

(Poeta - Dolandmay)



Poética inspiração - Primavera
(O Alento)

Das noites frias e de ventos fortes
Vem surgindo à vida, deixa as mortes
O bálsamo do tempo cheirando flor.

Folhagens secas caídas ao chão...
A dor do ser por um tempo é ilusão
Os Poetas espremem, no peito, a dor.

Cantam a vida que vem surgindo...
Ao clarear do sol – o amor vem vindo
Quase em brasa, lenitivo de sorte.

São chamas, são deuses erguidos
Que das tuas noites são, zumbis caídos
E das primaveras, são norte.

(Poeta - Dolandmay)



Dos leitores

Dizem que eu amo tanto!
Mas, se pudessem entender...
Saberiam também o quanto
Eu os gosto de ler...

(Poeta - Dolandmay)



Profecia

Tão triste!... Nesta esfera,
É noite morta em pleno dia!
Sonhos esquecidos, orgia...
Dos desejos fincados a terra!

Mundo nostálgico!... Encerra
O que tudo em trevas fazia...
Nas ilusões, jamais poderia
Seguir nos maus que fizera!

Gela a alma, passado infeliz...
No corpo, abre uma cicatriz
Dos males que agora sente...

O mesmo que fizeste o corta!
No que passaste é a porta...
Duma era plácida dormente.

(Poeta - Dolandmay)



O Amor

Tu me enfeitas a vida; o amor
Que dela cuida apaixonado.
Tem enganos, solidão e dor
Tem tanto peito machucado.
Mas a todos os princípios
Teus sentimentos são puros,
Até mesmo os obscuros
Que sentem nos silêncios
Das noites sombrias da alma.
E tristes são seus prantos
Sem a melodia dos cantos
Dos anjos do céu sem calma.
(Luzir tranquilo, não engane!)
Inquieto, parece-me falar:
Ame tanto, por tanto ame;
Que sempre estou a Amar!

(Poeta - Dolandmay)



Cálice-Perfeito!

Eu amo a vida
Que a mim deras...
Ó pai da chama;
Pai das esferas!
A quem clama
Quem tudo sente
O Amor no peito
Tão mudamente.

Eu amo a estrada
Que eu caminho...
Mesmo alucinada;
Água é meu vinho.
E Cálice-Perfeito
Da abelha é o mel;
A fonte imortal
Como tu és do céu!

Eu amo meu fado
No mau da noite
Que me foi dado
Por tanto afoite.
E nada se engana
Nos mistérios teus;
Pois em tudo ama
Porque é Deus!

(Poeta - Dolandmay)



Em outra vida

No êxtase profundo do meu amor,
Nesse frenesi vibrante de ansiedade,
Diante de todo este esplendor,
Dou-te a minha alma por vontade!

Trago-te junta a ela uma bela flor
Colhida no jardim da mocidade...
Nela contêm o aroma e todo vigor,
Que é o bálsamo da minha lealdade!

Amar-te por toda vida nunca pude,
Nem mesmo na minha juventude...
Ao teu lado eu nunca fui ninguém!

Agora, amor, depois de tanto ainda...
Velho, cansado, mas com a alma linda,
Entrego-te o meu coração no além...

(Poeta - Dolandmay)



Amor Perdido

Ah! bem me lembro...
Das tuas ternuras
Dos teus afetos
Do teu amor!
Ah! bem me lembro...
Das tuas juras
Do teu beijo quente
Do teu aroma de flor!
Ah! bem me lembro...
Quando a amei
E por te falar
Eu não falei
Que te amava!
Ah! bem me lembro
Dos meus prantos
E de todo carinho
Que tu me dava!
Ah! bem me lembro...
Do meu adeus
Olhando ao fundo
Dos olhos teus
A chorar...
Ah! bem me lembro...
Do amor perdido!
Minha querida,
Por deixar-te esquecida
Por toda a vida...
Irei lembrar!

(Poeta - Dolandmay)



Por teu Amor...

O meu amor é assim
Louco, insano
Quente e sem fim
Por teu coração
Por ti, em mim...
O meu amor é assim
Por tua paixão
Que é chama!
Viva, eloqüente
Louca, na cama
Que inflama
Tudo em mim...
O meu amor é assim
Pelos beijos teus
Que provoca
Os desejos meus
Sem ilusão
Assim que são
Por ti, em mim...
O meu amor é assim.

(Poeta - Dolandmay)
Fala do Amor
.

.
.
Fala assim, de ti, fala daquilo
Deixa na vida o amor viver...
A paixão, e os desejos, e tudo aquilo
O que são do peito deixa ser,
O que são da alma deixa entrar
Não deixe que falem ao teu coração
Nem mesmo deixa-te de falar:
Onde te deitas, não deitas a solidão
E nem mesmo nas adversidades
Onde choram o lamento e a dor...
Viva, o que são das tuas vontades
Fala de ti, assim, fala do amor.

(Poeta - Dolandmay)